Dois mil quilômetros
  Vlad Tepes procura Maga e Pata

Vlad Tepes procura incansavelmente pelas super-power-combo-jumbo-best-friends Maga&Pata. Quer muito rever as amigas e convidá-las para a festa que está preparando para dançarem até se acabar. Muitos chiques e famosos vão participar do encontro e se esbaldar com os melhores quitutes do mundo preparados na cozinha do castelo, no ponto mais recôndito da Romênia. Brad e Angelina não vêem a hora. Tom e Katie já ligaram três vezes para o príncipe para confirmar. Oprah mandou lírios em agradecimento e um cartão cheiroso garantindo que estará presente. Obama desculpou-se. Terá um encontro de chefes de estado na mesma data. “Skaramousch imprudentialis!”, vocifera. Tudo isso e nada de Vlad conseguir contatá-las. O convescote não pode ir para o espaço. Ele dá gritinhos de entusiasmo só de pensar no furdunço e em Pata&Maga a lhe lançar olhares em códigos o tempo todo.

Continua no post abaixo, Maga.



Escrito por MagaPata às 19h41
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  Vlad Tepes procura Maga e Pata (II)

Pensou, pensou e pensou. Resolveu ir à cata das amigas. Foi ter com Pé Grande, também conhecido por Sasquatch. Quem sabe ele tivesse notícias das duas? Perguntou à Glorinha Kalil. Meditou horas às margens do Lago Ness. Teria o Monstro alguma pista? Trocou e-mails com mãe Dináh. Assuntou com Zezé Di Camargo. Estranhou-se com Diogo Mainardi. Tomou chá com Elizabeth II. Nem a rainha sabe o paradeiro da dupla. Esteve com aborígenes australianos. Fez o caminho de Santiago de Compostela três vezes, sempre sendo resguardado por dois criados que silenciosamente conduziam o guarda-sol, protegendo sua pele sensível do sol. Nada. Niente. Nothing. Niechts. Néris. Antes de começar a chorar convulsivamente, Vlad tem que pensar em algo. Onde se meteram estas duas??? Alguém aí sabe delas? A festa será imperdível.

Maga



Escrito por MagaPata às 19h20
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  Crise de identidade

Sem saco e totalmente sem saco, Vlad resolve dar uma lida no blog de Pata&Maga e acaba ficando ainda mais sem saco, já que ambas abandonaram o blog, e também como uma crise de identidade cavalar. Crise de identidae de mamute, jumbesca, crise de Air Bus 380, coisa grande mesmo. Ele descobre que as super-power-combo best friends for ever and ever (tem que caber um together aqui pra rimar)  sofrem do problema da maioria das mulheres: a desorientação geográfica (isto sem falar nos delizes de vez em quando {mas muito de vez em quando} que culminam em ataques ao vernáculo). Esta coisa high moderna, très chique de usar chaves dentro dos parênteses abrindo uma nova aba na linguagem web e uma nova dimensão na linguagem espacial ou espíríta e até mesmo naquela outra coisa ultapassada - como se chama mesmo?-, ah, lembrei, a tal de matemática, é invenção da Pata. Fina mesmo. Pois então, que além da abandonância virtual e a falta abissal dos palavrões da Maga boca-suja, Vlad desconbriu esta falha cerebral nas duas amigas. Ora elas o localizam na Romênia, ora na Transilvânia, ou seria a Pensilvânia? Ah, vai saber. O fato sabido e consumado é que Maga&Pta têm licença-poética concedida pela maior autoridade brasileira: seus milhões de leitores - a maioria composta por eunucos besuntados fiéis e inabaláveis em sua fé. Vlad titubeiA, mas por fim releva. Quem se não estas duas criaturas tão malucas para entender suas tantas crises? Tá certo que no primeiro dia ele roeu as unhas até os sabugos por pensar que as amigas não sabiam qual seu amado país de origem. Mas depois se deu conta de que Maga se pôs a botar filhos no mundo e ainda arranjava tempo para trabalhar, chicotear banzos (como diabos se escreve isto, com Z ou comn S?), lança-chamar outros tantos na BR-116, ser uma esposa esmerada, se maquiar todas as manhãs e ainda por cima nunca, jamais, jamé, ramas (quanta poliglotice) descer do salto. Seja qual for a intréprida situação, Maga está inabalável sobre seu saltos. Um bularte do salto-alto. Coluna eretíssima sob qualquer circunstância. Até mesmo na cobertura da febre aftosa em um cidadesinha do interior gaúcho, á época chamada Jóia, e que hoje com a reforma ortográfica atende por Joia, a então repórter Maga manteve sua salto alturísse. Bem, assim imaginava Vlad, porque o pobre conde não fazia ideia do que foi aquilo! Então, isto posto, perdoou Maga com todas suas forças, pois sabe do imenso coração canceriano que ela carrega, onde sempre cabe mais um.

E o que dizer de Pata? Singrando mares, ares, florestas, localidades inópistas com pessoas não menos inóspitas, sendo picada por insetos de variadas envergaduras, sempre fiel escudeira do número 1, hoje já não mais o número 1. Não dá para fazer ideia uma moça fina, de cabelo vermelho, olhos azuis, delicada e meiga entre índios canibais vestindo tangas e fumando cachimbos com sei lá o quê. Oh, Lord - pensou Vlad. "Como pude pode pensar assim de minhas super amigas?" O problema é a incompentência da vassalagem atual, diz a si mesmo. "Pobrezinhas estão tão ocupadas com assuntos maiores que não podem se preocupar com isto. O mau assessoramento é o grande vilão." E, tendo concluído isto, o conde Vlad Tepes põe-se a pensar em mais uma super festa para receber as amigas queridas que não se importam com sua bibice, seus chiliquesinhos, gastos hapoteóticos com roupas e perfumes (aliás, estes são os dois itens com as quais elas mais se identifiicam) e suas vontades. Amigos de verdade são assim. Para sempre. Esta festa vai ser de arromba!

Maga, dizendo mil palavrões pq nâo está enxergando porra nenhuma com estas lentes a estas horas!



Escrito por MagaPata às 00h57
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  Domingo frio e solitário

Domingo à noite, Maga solitária taxia pelo espaço no tapete voador. Segunda pela manhã terá de encarar a vida no império austral das comunicações e ela quer apenas contemplar as estrelas em silêncio. Há tempos que não encontra sua cara-metade-power-best-friend Pata, também muito ocupada acompanhando o número 1 pelos quatro cantos do país. Maga está achando a vida de adulto muito chata, sem cor. Os eunucos estão enferrujadinhos, precisando de um desengripante para botar as juntas em ordem. Nem besuntados têm sido mais. A apatia das patroas reflete no olhar opaco de seus discípulos. Maga busca desatinadamente por um final feliz. Gente grande pode ser feliz, porque é tão difícil, para onde vai a gordura retirada nas lipos, o lobo-mau comeu mesmo a vovozinha, eram os deuses astronautas, quem matou Odete Róitman? Dúvidas existenciais assolam a cabecinha oca de Maga neste domingo, dia mundial do suicídio. Um eunuco choroso a observa por de trás da porta. Maga o vê refletido no painel de controle. Uma estrela cadente passa rente ao pára-brisa. Momento mágico. Maga lembra do professor Ledur: parabrisa não tem mais acento nem hífen. Ou ainda tem hífen? Duas palavras com sentido oposto. Mas o para perdeu o acento diferencial, disto não tem dúvida. Putz, porque foi cochilar naquela aula? Na verdade, foi um cochilo discreto. Maga desenvolveu a super façanha de dormir de olhos abertos! E, neste momento, só queria desenvolver a arte de voltar no tempo e ter sua amiga para uma aventura maluca em qualquer parte do mundo, sem preconceito, sem amarras, sem fronteiras, apenas sendo elas mesmas, despidas de convenções. Ser adulto responsável está muito chato ultimamente.



Escrito por MagaPata às 23h03
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  Zapt, que sumirem essas duas...


Enton que me fenho aqui e chongas de Pata & Maga. Onde será que se meteron essas duas? Apantonaram o plog, isso eu xá fi. Xá procurei no tapete foador (a chaise longue tá tota comita das traça e dos cupim), as obras de arte tuto atirada num canto. Até os coitatinho dos eunucos eston numa tepresson dão grande, mas dão grande que non quiseron falar comigo. Ficerem que não me virem. Mas eu entendo isso de tepresson. Uma fez eu escondi o carafon de schnaps do Fritez e ele quase moreu de tepresson borque nom podia mais pepê schnaps até enche o parigon e dá uns roton. Ah, nem sei porque que eu fui fala do Fritez agora, aquele tescraçado cachaceiro! Aqui no plog eu tenho que pensar em ser que nem a Maga e a Pata, que son chiques e cheirosas a non boder mais. Mas onde se enfiarem essas duas? Alguém aí me tá notícia porque se non fai ser eu quem entra em tepresson perdida aqui sozinha nesse plog.

Frida, campeando Pata & Maga



Escrito por MagaPata às 22h53
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  Atendendo a pedidos...

Os fãs não param de pedir a volta de Pata&Maga. Especialmente Audi, que curte as aventuras das super best friends. Como Pata anda ocupadíssima salvando a humanidade, chicoteando ministros e colocando o número 1 na linha, não está conseguindo dar assistência ao blog. Maga — não menos atarefada no império das comunicações gaúchas —, mas cujo espírito solidário não pode ver uma libélula sofrendo, uma formiguinha passando frio, um jeguezinho sequer com dor de dente, se aboleta a escrever para manter os altos índices de audiência e satisfação do blog. Já são mais de três super-power-combo-jumbo-fiéis leitores em quatro anos de blog. Um número a ser comemorado. Mais de 100% de alta na participação. Motivo para uma festa colossal. E festas colossais só podem ocorrer no castelo de Vlad Tepes.

Após horas de voo no tapete voador, as amigas estão prestes a chegar. Maga resolveu adotar um look despojado: camisa branca, jeans coladérrimos ao corpo (esbelto após 20 dias sem pão, só à base de ração humana, urgh), sapato vermelho de salto agulha. Pata aposta no look fatal, com tubinho preto colado ao corpo, pérolas, salto agulha preto. Estão a fim de arrasar. Afinal, é um bom motivo. Como vive no mundo corporativo, Maga preparou uma super apresentação em Power Point cheia de gráficos e tabelas mostrando a evolução do blog ao longos dos anos. Uma parábola ainda em andamento descreve a ascensão da audiência. Um eunuco devidamente besuntado foi escalado para passar as telas da apresentação.

Como bom anfitrião, Vlad está parado à porta de entrada dando pulinhos de alegria após receber a confirmação de que ninguém menos que Ricky Martin — ele mesmo, que acaba de sair do armário — virá à festa. Preocupado com o bem-estar da biba fresca, Vlad solicitou a Maga&Pata o empréstimos de dez eunucos para sua guarda. Prontamente as amigas concordam e liberam os eunucos mais bem preparados e sarados do plantel, só para ver a muvuca que a mona latina vai criar correndo atrás dos eunucos de coxa grossa. Embora Pata&Maga achassem que Ricky não fosse o público alvo do encontro, Vlad encasquetou em convidar o cara. Não teve jeito. Nem sob tortura, ameaças e chantagem das amigas ele cedeu. Acho que foi por capricho. Mas está feito. Lá está Ricky Martin descendo do helicóptero, com uma bandana vermellha e uma rosa branca na testa, jeans surrados e camisa aberta no peito. Brega a não mais. Mas quem terá coragem de dizer a Vlad? Só de olhar a carinha dele, em extase total, a gente perde a coragem de criticar. É uma criança. Uma criança pálida e frágil. Talvez com umas gotinhas do sangue de Ricky...

Voltando ao foco:  Pata&Maga estão dispostas a dar iníco à apresentação. Na plateia, Vicente Falconi, Peter Drucker (esse cara não tinha morrido?), Bono Vox, Bill Gates, Phil Collins, Gabeira, Henri Ford (outro), Mano Changes, Barack Obama, Moon-há, Baby do Brasil, Guri de Uruguaiana e duzentas outras pessoas pagas por Vlad para lotar o auditório Dante Alighieri do castelo. Todos foram instruídos a aplaudir e a assobiar até perder o fôlego ao final. Um público seleto. A palestra é um espanto, cheia de cases de sucesso. Após autógrafos, indicações de bibliografia, recomendações, receitas de bolo e de antidepressivos, ops, começa a festa propriamente dita. Todos são transferidos para o salão Glamurosa, Rainha do Funk e o champanhe corre solto. Inebriados, Ricky e Vlad flutuam pelo salão, dançam na boquinha da garrafa e dão selinho em todo mundo. Obama discretamente pede licença, se despede e toma o rumo de casa, enquanto Gabeira, Mano Changes e Baby batem um papo-cabeça, cabeção mesmo, na varanda. Num canto, o Guri de Uruguaiana ensina a letra do Canto Alegretense a Moon-há. Bono e Phil trocam cartões de visita. Visto de fora, é uma bizarrice. E, de fato, é uma bizarrice.

Mas que se danem as convenções. Maga&Pata acabam de registrar índices estratosféricos de audiência e querem comemorar. É certo que vão ser capa da Forbes, Época, Exame, Folha de Cariacica, Gazeta de Fortaleza dos Valos, Diário de Cacique Doble. Oprah não veio mas mandou um estafeta para gravar a palestra. O case de Pata&Maga vai virar objeto de estudo. A produção do Manhatan Conection já ligou pedindo entrevista. Os assessores de imprensa da dupla não param, é uma loucura.

Depois de colocar Ricky e Vlad bebinhos em seus caixõezinhos, ops, o Ricky não dorme em caixão (agora foi), as amigas repousam com os pezinhos para cima na chaise-longue fúcsia do tapete voador, remomorando os momentos entre amigos. O tapete taxia sobre o Brasil, no modo automático, singrando o céu escuro em silêncio e harmonia com o meio ambiente que Maga&Pata não se bestas de poluir este lindo mundo, nossa nave mãe.



Escrito por MagaPata às 19h12
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  Santa Kla-aus, cadê o meu lança-chamas?

Dirigia eu lépida e fagueira pela Ipiranga, em Porto Alegre, quando me dou conta que pelo milésimo Natal estou à espera do lança-chamas. Santa Klaus: fui boazinha este ano, quase não chicoteei banzos, somente nos casos mais extremados, fiz boas ações, esperei pacientemente velhinhas atravessarem na faixa de segueança por horas intermináveis, não tirei meleca do nariz (pelo menos não na frente de outrens ou parada na sinaleira, como a maioria), comi toneladas de frutas e verduras. Enfim, fui um exemplo. AGORA VÊ SE ME DÁ ESSA JOÇA DESSE LANÇA-CHAMAS!

Às vezes a gente tem que perder a compostura. Cara, tu não tá entendendo. Um lança-chamas seria tudo na minha vida. Tudo. Tê-u-de-ô. TUDO. Eu poderia resolver várias pendengas diárias no trânsito, na maior classe e categoria. Não, Santa Klaus, fica esperto na parada: a um leve e delicado toque do meu dedo anular da mão direita, devidamente besuntado com o melhor hidratante da Victoria Secret, no botão devidamente acoplado na direção da minha viatura, eu, super Maga, totalmente equilibrada e no pleno uso das minhas faculdades mentais, detonaria, mandaria para o espaço, um monte de banzos que sou obrigada a aturar todos os dias na BR-116.

Exemplo clássico e prático do dia: vinha eu nesta manhã nervosa e nublada de segunda-feira, com o clima gaúcho insuportável na sua melhor forma, quando um lesado pilotando uma S10 com placa de São Leopoldo, minha terra, tinha a capacidade de dar luz para eu sair da frente. Detalhe: num mega engarrafamento. Pode isso? O cara não pode ser normal. Ele queria que eu desse lugar, saísse da frente, para ele avançar uns cinco metros. Talvez dez, com sorte.

Esse seria o mometo ideal para um lança-chamas. Atenta para a cena: educadamente, eu daria lugar ao apressadinho leopoldense. Tão logo ele estivesse a minha frente, eu poderia me posicionar estratégicamente atrás, acertar a mira fechando o olho direito e (câmera lenta, por favor - essa cena merece câmera lenta) delicadamente trazer o botão de ignição do lança-chamas para trás e ouvir a suave música tchiiiiiiiiiiiiiiiiiiii-bluuuuuuuuuuuuuuuummmmm seguida de um clarão avermelhado. Ops, desviando rápido para a direita.

Simples assim. Hum... mais um perfeito dia pela frente. Viu Santa Klaus? Eu quero o meu lança-chamas.

Maga, ajudando a salvar a humanidade das pragas desgarradas do rebanho e que infestam nosso mundo.

 



Escrito por MagaPata às 16h48
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  Maga, estupefata com os banzos

Meu, donde vêm esse povo? Vamos colocar todos no super tapete ultra avoeitor e mandar pra Sibéria para, literalmente, tomarem um gelado. Cara, ser mal atendido é o fim da várzea, né? Indamais por gente que "pensa" e se acha. Vamos adotar esta prática de limpeza banzal: a gente adquire no mercado negro aquela caneta dos Homens de Preto - o Will Smith já me disse que a hora que eu quiser é só levantar o dedo e teremos dúzias delas, mas não quero incomodá-lo pois sei que está gravando. Aí, a gente põe uma em cada bolso dos nossos lindos casacos da lã (claro que tu vai passar um pouco de calor nos primeiros dias, mas depois tu acostuma. O seromano é capaz de se acostumar às coisas mais incríveis e inimagináveis), e cada vez que um banzo passar de pato a ganso a gente pega a caneta e "schlimpuftz": defenestra o vivente para o compartimento de banzos no oitavo andar do tapete. Ali, o dito fica em "marinada" com outros banzos até que a cota mensal de banzos seja atingida e os desinfelizes transportados. Porque eu não vou ficar gastando combustível à toa com banzo não. É racionamento, mermão. Uma vez por mês tá de bom tamanho. Imagina, vamos lotar o tapete, vai ter neguinho segurando no puta-merda, neguinho saindo pelo ladrão, mané surfando no teto do tapete, uma barbárie. Estaremos prestando um serviço à humanidade. E pode me axincalhar (como é que se escreve isso, God??). Vamos depurar. No lugar destes, colocamos lindas moças de voz suave, cabelos bem tratados, educadas, bem humoradas e, especialmente, inteligentes. Cara, ando indignada com o level do povo a nível de país. É um pavor, uma manezisse. Parece que é conveniente ser leso. Pensar deve cansar, judiar dos quarto, deve doer o nervo sintético, forçar os nelvos, sei lá. Mas há de haver (ahahaha) uma explicação pra isso. A aula sobre o café foi de um tudo, hein? A gente tem que se esforçar para ser uma leide diariamente, né amore? Af, que não é fácil. A banzisse acaba pegando e a gente ducumpoco tá na Síberia também... tá dominado, tá tudo dominado.

 

Maga



Escrito por MagaPata às 22h42
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  Pérolas de Brasa

Talvez este não seja o local mais indicado para colocar estas pérolas. Afinal, aqui é local de encontro, lazer e diversão de duas mulheres chiques, lindas, poderosas, perfumadas, na moda... Mas acontece que meus lindos ouvidinhos ornamentados por brincos ganhos de róti já não comportam mais tanta naba. Preciso desabafar. Por isto, aí vão duas pérolas (recentes) de Brasa.

 

PÉROLA 1.

Na cafeteria:

 

EU: Oi, eu quero um expresso com leite, por favor.

ELA: Sim, grande ou pequeno?

EU: Grande.

ELA: Ok, hummm (anotando no bloco) um capuccino...

EU: Ãh, oi, não é capuccino que eu pedi, eu quero um expresso com leite.

ELA: Sim (com cara de sem saco)...

EU: Mas é que eu vi você anotando aí um capuccino...

ELA: Sim, eu anotei...

EU: Âh, então, mas eu acabei de dizer que quero um EXPRESSO COM LEITE

ELA: Sim, mas qual a diferença?

EU: (rindo para não esganar a vaca) Rá, rá, rá, qual a diferença? Um é expresso com leite e outro leva chocolate, chantilly e canela!!!!!

ELA: Ah (cara de bunda suja). Mas é que aqui se chama Capuccino.

EU: Peraí, não tô entendendo... Expresso com leite aqui se chama capuccino?

ELA: Sim, claro (fazendo cara de que eu sou uma besta burra quadrada)

EU: E como se chama o capucchino?

ELA: Ah, se for na xícara pequena é Inglesinha e se for na xícara grande é SBRUBLES (esqueci como se chama).

EU: E o expresso com leite?

ELA: Se for na xícara pequena é Machiatto e se for na grande é Capuccino.

 

CONCLUSÃO!!! Não seria MUITO mais simples se ela simplesmente tivesse anotado a porra do café ali sem nem me explicar que naquele determinado lugar cada café em cada xícara ganha um nome diferente????? Anta!!!!!!

 

 

PÉROLA 2

No consultório do oftalmologista.

 

EU: Oi, tenho consulta com o Morais.

ELA: Mas aqui tá com a doutora Cirléia

EU: É minha primeira consulta aqui, na verdade tanto faz. Me coloca com o que estiver com menos pacientes, com o que for mais rápido.

ELA: Ah, mas isso eu não tenho como saber!!!

EU: Não tem como saber o que, minha filha?

ELA: Ué, quem está com mais pacientes...

EU: Como não tem como saber? Vocês não têm um controle aí no computador? Não tem uma lista dos pacientes, as fichas, etc...?

ELA: (Já ficando com cara de sem saco) Claaaaaaaaaaro que temos, mas é que o sistema caiu...

EU: (me segurando pra não trepar o balcão, cair no outro lado e encher a banza de porradas) Mas, moça, na porta do médico não ficam os prontuários dos pacientes?

ELA: Claro!!

EU: Então, é só ir ali olhar e contar...

ELA: Ah... (Com cara de cachorro que caiu da mudança)

 

HAJA SACO, hein amore?

Beijos, Pata

 

 



Escrito por MagaPata às 09h15
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  A vida entre os simples

Eu acho elegantérrimo andar de metrô. Mais elegante seria se não tivesse neguinho fedendo a asa, bafo de urubu, aquele cara que dá a última tragada no cigarro na plataforma e dá a baforada final já dentro do trem, aquela tia gorda que ocupa 75% do banco destinado a duas pessoas, uma criança comendo Fandangos que vomita na seqüência, um magrão falando toda a vida pessoal aos brados no celular, essas coisas cotidianas. Mais elegante seria se todos os homens rescendecem a Ralph e as mulheres a Gabriela Sabattini, se vestissem Fórum e Zoomp, Triton, Nike, Arezzo, essas coisas básicas que tornam a vida de qualquer cristão melhor. Mais elegante seria se todos estivessem lendo Dan Brown, Umberto Eco, Nieztsch, Luis Fernando Verissimo, Assis Brasil, García Marquéz, esses carinhas aí... Mas não, eles são reais, humanos, têm desilusões, não têm dinheiro, emprego, sofrem, riem, vivem. Like us. Like us. Como o delírio já tá grande, fui. 

Maga europeia forçada a viver entre os brutos.



Escrito por MagaPata às 22h33
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  Pata&Maga se reencontram em Brasília

Os eunucos estão de baínho tomado, recém besuntados, rescendendo a almískar (com K é mais elegante) e enfileirados em duas alas à espera de Pata no aeroporto. Pata desce da aeronave com um chapéu branco de abas gigantescas, sunglasses enormes ao melhor estilo Odete Róitmann (escrito assim, desastrosamente errado e atacando o vernáculo deutsch) e um vestido esvoaçante em tons de creme e branco que se estende por metros atrás de sua figura. As mangas têm bicos não menos gigantescos e seus pezinhos calçam sandálias delicadas de salto anabela amarradas aos tornozelos com fita de seda. Um nojo. Um abuso. Os eunucos se agitam. Jornalistas se acotuvelam e os fotógrafos trepam nos locais mais inóspitos para conseguir o melhor ângulo. Nada, nenhum ruído, nenhuma pessoa faz Pata mudar seu olhar de direção. Os eunucos empostam suas lanças. Lá na ponta, o eunuco comandante-em-chefe toca uma corneta, dando o tom. Todos erguem a perna direita e batem o pé no chão, na seqüência, em uníssono. Já treinaram mil vezes esta cena. Maga&Pata não admitem um 'ssss' fora do tempo. Eunuco banzo não tem vez no exército das super-power-high-best-friends. Os eunucos inclinam o corpo para a frente e fazem uma reverência à patroa. Sem se abalar, Pata anda entre as fileiras de eunucos enquanto os últimos fecham a passagem, evitando o acesso à ela. Ninguém se atreve a respirar diante desta cena apocaliptica de cinema norte-americano. Para ser perfeito, só faltava Pata&Maga salvarem a humanidade de um mal terrível, um vírus descontrolado, um terrorista latino disposto a tudo ou alienígenas impiedosos.

Na outra extremidade Maga aguarda ansiosa. Pata praticamente flutua. Todos continuam sem respirar. Alguns, já roxos, começam a desmaiar. Flashes espocam quebrando o silêncio. Pata avista Maga. Em câmera lenta (uma cena destas exige câmera lenta) começa a correr na direção de Maga. Ao fundo, não se sabe vindo de onde, começa a tocar o Outono, das Estações de Vivaldi. Todos se arrepiam. O momento é único. Bush e Blayr assistem pelo telão em suas respectivas salas. Michael Jackson e Madona também. A Casa Branca inteira se concentra na sala de Mr. President, aproveitando a transmissão simultânea e ao vivo via satélite para 179 países, 17 territórios, 18 arquipélagos, 3 montanhas, incluindo o Everest, o Aconcaguá e o Kilimanjaro. Zezé Di Camargo, na sua sala de estar, em frente ao seu home teather, esconde uma lágrima furtiva. Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi anotam tudo em seus bloquinhos para depois espinafrar ambas em suas colunas, chamando-as de bregas, patricinhas e reacionárias. Nada, nothing, néca de pitibiribas vai estragar este reencontro. A fileira de eunucos, todos chorosos, é imensa, interminável. Segundos que parecem horas se arrastam.

Finalmente as grandes amigas se abraçam e juntas pulam sobre o pé direito, depois sobre o esquerdo, no seu cumprimento habitual. Dançam a polca, a chula e o copérnico. Gritam yuuuupiiiiiii!!! Os eunucos batem palma e acompanham pulando sobre o pé direito, depois sobre o esquerdo. Uma cena de clássico. Coisa de Woody Allen, Stanley Kubrick, Coppola. Punk mesmo. Só faltam aparecer elefantinhos rosas flutuantes, duendes e gnomos num ambiente esfumaçado. Todos voltam ao respirar. Ao menos os fortes, os preparados, os que aguentaram após horas de apnéia. Os eunucos formam um cordão humano em volta das amigas, que se deslocam com dificuldade entre a multidão. Na rua, um outdoor gigantesco suspenso por um guindaste de 35 metros de altura comemora a chegada de Pata. O tapete voador está turbinado, devidamente azeitado, polido e com geometria e balanceamento em dia, esperando Pata. Com muito custo as amigas entram no tapete, acenam para a multidão, numa cena de miss universo visitando países africanos em prol das criancinhas famintas, e desaparecem no interior do tapete climatizado. Lá embaixo é uma loucura. Fãs desmaiam, outros gritam histericamente. Fotos das amigas são agitadas. O trânsito pára. Lá na obra, pedreiros assobiam e gritam obscenidades. Tudo volta ao normal. Maga reencontra Pata em Brasília. A vida é bela. O sol inunda a sala. Ivo viu a uva. O sapo não lava o pé.

 

Maga, já imaginando o reencontro das super-power-combo best friends em breve.



Escrito por MagaPata às 22h29
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  Vlad não conhece as novas regras ortográficas

vlad acorda com um estranho gosto de cabo de guarda-chuva na boca. E põe-se a pensar. Guarda-chuva é com hífen ou sem hífen na nova ortografia?
Sem obter resposta a esta dúvida crucial que assola sua existência eterna e sem graça, tão pálida e fria, decide chamar as super power combo jumbo best friends que tudo sabem e tudo vêem (que também não tem mais acento diferencial, mas ele ainda não sabe disso) e ainda por cima são letradas a não mais, para lhe tirar da mente este tormento. Maga, por exemplo, fala sete línguas, sendo duas mortas e uma semi-inconsciente (esta agora com hífen, mas Vlad também ignora, ora pois), aramaico, hebraico, javanês e o dialeto das tribos holandesas radicadas no Senegal entre 915 a.C e 812 a.C.
A serventia de todo esse conhecimento Maga ainda não descobriu. Mas tudo bem. O importante é que Vlad confia nas amigas.

Por sua vez, Pata fala também sete línguas e lê em outras nove (porque ler é uma coisa e falar é outra bem diferente). Sendo assim, Vlad manda aquecer o salão fúcsia do castelo, o predileto das meninas, manda sangrar (literalmente e sem perder uma gota) o melhor bezerro da Romênia cuja carne tenra será desfiada em delicados canapés para servir às amigas junto com o melhor vinho. Enquanto elas bebem vinho ele se delicia com o sangue, devidamente engarrafado para não soar agressivo perante as jovens. Após arranjar todo o serviço, gritar com a vassalagem até cair extasiado sobre a chaise long verde-oliva (tudo precisa estar impecável), Vlad pega seu super apito e emite o super silvo que só Pata e Maga conseguem ouvir e manda sua mensagem. Camas fofas com dossel cujos lençóis foram mergulhados em Channel número 5 aguardam a dupla. Vlad dá pulinhos histéricos enquanto elas voam pelos ares no tapete avoeitor em direção à Romênia para mais uma super aventura ao lado do amigo. Afinal, conde que se preza não pode ter dúvidas quanto ao uso do hífen.

Não perca. Na chegada à Romênia, a aula de hífen para Vlad. Depois dos canapés e da guerra de travesseiros na cama, claro.

Maga, louca de saudades de Vlad.

 



Escrito por MagaPata às 23h04
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  Las locas, locas aventuras de las super amigas

Maga & Pata e suas looooucas aventuras

Pata está passando por um super mega power combo globetrotter problema. Sentada em seu trabalho em Brasa clama pela sua melhor amiga, que no mesmo instante a acode. Para desanuviar a cabeça rúbia de Pata e também para desestressar Maga, as duas resolvem viajar. Colocam os personal hologramas em seus lugares em suas respectivas firmas e se bandam pelos ares afora, sentadas nos chaise long´s do tapete voador.

Sem rumo definido, elas apenas abanam suas mãozinhas ricamente ornadas com anéis de murano e diamantes, sinalizando para que o piloto do tapete apenas singre os ares sem rumo, enquanto elas tentam decidir o rumo, enquanto saboreiam petiscos finamente decorados por ovas de esturjão preparados pelos eunucos e champanhe Mumm.

Aliás, sobre os eunucos... Os coitadinhos estavam em depressão profundo por causa do sumiço de Pata & Maga. Dois tentaram se auto-suicidar a sim mesmos, enforcando-se em pés de alface. Não obtiveram êxito. Outros três foram tentar a vida em Róliúde. Se candidataram para filmes. Um foi pré-selecionado para ser dublê de um filme do Vandami. Se estoporou tudo na primeira cena e desistiu. Voltou com o rabinho entre as pernas para o Centro de Treinamento, Descanso, Recreação, Ensino, Jurisprudência,  Yoga, Artes Marciais, Línguas, Culinária e Aprendizado dos Eunucos (o famoso CTDREJYALCAE). O outro que se candidatou a filmes foi selecionado para um pornô. Desistiu, óficórsi... Igualmente voltou todo murcho (literalmente) para o CTDREJYALCAE. E o terceiro se irritou com Róliúde e sumiu. Uns dizem que o viram no espetáculo "Yes, nós temos banana", fantasiado de Carmem Miranda em Las Vegas. Outros, juram que é guia turístico nas Planícies do Gabão. Há, ainda, um vídeo no iutúbi mostrando um pastor de ovelhas alto, ligeriramente bezuntado, com roupas de algodão, levando seus bichinhos pelas encostas escarpadas da Antuérpia. Por fim, boatos dizem que ele está no Rio de Janeiro, mora no Morro Pavão Pavãozinho onde desbancou os traficas locais e hoje é chamado de Eunuconocudequem? Não sei, só sei que foi assim.

Voltando às super power best friends... Cansadas de ficarem nas chaises long´s, elas se dirigem às saunas. Vestem seus biquinis comprados em Parrí. Pata está com um cor de vinho tomara que caia e parte de baixo de shortinho. Maga está com um doirado cortininha que faz o piloto do tapete quase bater no topo da cordilheira dos andes... Elas pedem àgua mineral Dom Perríguinon e ficam bebericando. Falam sobre amenidades, a pedido de Pata, que ainda não está preparada para falar sobre o que lhe aflige. Maga, demonstrando a good friend que é, a deixa livre, sem cobranças, apenas de estar com seu fígado revirado de curiosidade para saber o que anda assolando a cabeça rúbia de sua amiga.

Elas decidem, então, dar uma descidinha para comer uma baguete nas Champs Elyses. Dormem na cidade, usando a chave que têm do apê do Yves Saint Laureant. Pela manhã, embarcam novamente no tapete e neste momento sobrevoam a Mongólia, sem saber onde exatamente pousar.

Amanhã... NÃO PERCA!!! Cenas dos próximos capítulos:

- Pata chora no ombro de Maga, que, estarrecida, não tem palavras para ajudar sua amiga

- Um eunuco com Síndrome do Pânico coloca fogo no CTDREJYALCAE. É contigo pelos demais e conta que, na verdade, não é totalmente eunuco e sente calafrios toda vez que vê Dona Maga por perto.

- Vlad acorda de seu sono sepulcral com muita, muita fome. Bebe um litro de sangue fresco, pensando em onde andarão suas power best friends

- Jennifer Aniston, indecisa se dá de novo pro Brédi ou não, resolve chamar as super power best friends para um chá da tarde...

 

Pata



Escrito por MagaPata às 19h04
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  Zapt, que sumirem essas duas...

Enton que me fenho aqui e chongas de Pata & Maga. Onde será que se meteron essas duas? Apantonaram o plog, isso eu xá fi. Xá procurei no tapete foador (a chaise longue tá tota comita das traça e dos cupim), as obras de arte tuto atirada num canto. Até os coitatinho dos eunucos eston numa tepresson dão grande, mas dão grande que non quiseron falar comigo. Ficeram que não me virem. Mas eu entendo isso de tepresson. Uma fez eu escondi o carafon de schnaps do Fritez e ele quase moreu de tepresson borque nom podia mais pepe schnaps até enche o parigon e dá uns roton. Ah, nem sei porque que eu fui fala do Fritez agora, aquele tescraçado cachaceiro. Aqui no plog eu tenho que pensar em ser que nem a Maga e a Pata, que son chiques e cheirosas a non boder mais. Mas onde se enfiarem essas duas? Alguém aí me tá notícia porque se non fai ser eu quem entra em tepresson perdida aqui sozinha nesse plog.

Frida, campeando Pata & Maga



Escrito por MagaPata às 23h02
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  Enquanto isso na Transilvânia...

...Vlad Drácula acorda num mau humor fenomenal. São 19h. Olha-se no espelho e nada vê. Detesta acordar assim. Seus cabelos estão embaraçados, suas unhas por fazer, falta-lhe a base facial, a capa está mal passada, cheia de frisos, as varizes lhe causam coceira nas pernas, as penugens da orelha estão enormes, nenhuma camisa lhe cai bem, os sapatos apertam. Schraptsvegun!, vocifera o conde. Toca insistentemente a sineta e nenhum criado aparece. ‘Varig log, ambev gerdau volkswagen!!!!, esbraveja. Seus olhos cospem raios. Suas mãos são trêmulas. Olha o imenso closet abarrotado de peças de todas as cores. ‘Não tenho roupas, os sapatos não combinam, estou gordo, um boto rosa, meu cabelo está horrível, não posso sair de casa assim’. Vlad está enfrentando uma crise terrível, praticamente uma TPM. E os criados não aparecem. De súbito, o conde lembra que é 29 de junho, dia de São Pedro e a criadagem deve estar toda em alguma maldita festa pagã pelas ruas da Transilvânia. O que fazer? Então Vlad lembra das super-power-best-friends Maga&Pata e corre imediatamente ao closet para procurar o seu Power Hi-Watch presenteado pelas amigas. Dá as coordenadas no localizador GPS e emite um pedido de socorro urgente. Em poucos segundos as amigas estão a sua frente, radiantes e já enchendo a biba de mimos. Vlad muda seu humor radicalmente enquanto as amigas correm ao closet e montam um look despojado, moderno, cheio de acessórios, enchem sua cara de maquiagem discreta e rejuvenescedora, borrifam litros de Ralph nele, Maga desembaraça seu cabelo com paciência de Jó, Pata passa base em suas unhas e já aproveita para dar uma aparadinha e o ajuda a colocar lentes de contato verdes. Enfim, dão um trato completo no conde. Pena que ela não posse ver sua imagem no espelho! Está lindo! Eles dançam em ciranda pela quarto gigantesco, pulam sobre a cama com dossel, fazem guerra de travesseiros, dão risada até caírem exaustos. Apesar de ser um conde famoso e rico, Vlad é muito solitário, não passa de uma criança grande mimada. Maga&Pata adoram estar com ele e fizeram um pacto de que ele nunca irá mordê-las e chupar seu sangue. Caso contrário as super-power-best-friends prometeram atormentá-lo por toda a eternidade. Vlad as convida para ir a uma festa trash num chateau nas vizinhanças. As amigas agradecem dando-lhe beijos nas bochechas brancas que coram levemente e correm para o Teletransporter multifuncional power turbo pois precisam voltar ao Brasil, onde ainda é cedo e os banzos dependem delas. Vlad disfarça, tentando esconder uma lágrima. Vida de conde vampiro e biba não é fácil! Mas com amigas como Pata&Maga tudo fica mais divertido.

Maga


Escrito por MagaPata às 00h25
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