Dois mil quilômetros
  Enquanto isso na Transilvânia...

...Vlad Drácula acorda num mau humor fenomenal. São 19h. Olha-se no espelho e nada vê. Detesta acordar assim. Seus cabelos estão embaraçados, suas unhas por fazer, falta-lhe a base facial, a capa está mal passada, cheia de frisos, as varizes lhe causam coceira nas pernas, as penugens da orelha estão enormes, nenhuma camisa lhe cai bem, os sapatos apertam. Schraptsvegun!, vocifera o conde. Toca insistentemente a sineta e nenhum criado aparece. ‘Varig log, ambev gerdau volkswagen!!!!, esbraveja. Seus olhos cospem raios. Suas mãos são trêmulas. Olha o imenso closet abarrotado de peças de todas as cores. ‘Não tenho roupas, os sapatos não combinam, estou gordo, um boto rosa, meu cabelo está horrível, não posso sair de casa assim’. Vlad está enfrentando uma crise terrível, praticamente uma TPM. E os criados não aparecem. De súbito, o conde lembra que é 29 de junho, dia de São Pedro e a criadagem deve estar toda em alguma maldita festa pagã pelas ruas da Transilvânia. O que fazer? Então Vlad lembra das super-power-best-friends Maga&Pata e corre imediatamente ao closet para procurar o seu Power Hi-Watch presenteado pelas amigas. Dá as coordenadas no localizador GPS e emite um pedido de socorro urgente. Em poucos segundos as amigas estão a sua frente, radiantes e já enchendo a biba de mimos. Vlad muda seu humor radicalmente enquanto as amigas correm ao closet e montam um look despojado, moderno, cheio de acessórios, enchem sua cara de maquiagem discreta e rejuvenescedora, borrifam litros de Ralph nele, Maga desembaraça seu cabelo com paciência de Jó, Pata passa base em suas unhas e já aproveita para dar uma aparadinha e o ajuda a colocar lentes de contato verdes. Enfim, dão um trato completo no conde. Pena que ela não posse ver sua imagem no espelho! Está lindo! Eles dançam em ciranda pela quarto gigantesco, pulam sobre a cama com dossel, fazem guerra de travesseiros, dão risada até caírem exaustos. Apesar de ser um conde famoso e rico, Vlad é muito solitário, não passa de uma criança grande mimada. Maga&Pata adoram estar com ele e fizeram um pacto de que ele nunca irá mordê-las e chupar seu sangue. Caso contrário as super-power-best-friends prometeram atormentá-lo por toda a eternidade. Vlad as convida para ir a uma festa trash num chateau nas vizinhanças. As amigas agradecem dando-lhe beijos nas bochechas brancas que coram levemente e correm para o Teletransporter multifuncional power turbo pois precisam voltar ao Brasil, onde ainda é cedo e os banzos dependem delas. Vlad disfarça, tentando esconder uma lágrima. Vida de conde vampiro e biba não é fácil! Mas com amigas como Pata&Maga tudo fica mais divertido.

Maga


Escrito por MagaPata às 00h25
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  Afiso de férias - o retorno da Frida

Queridas Pata& Maga
Fou estar aucente por uns tias porque fou sair te férias com o Fritez. Nós fai passar uns tias lá no Moro Róita, Mo-ro Rói-ta, tomando panho nos arolho e comendo carne de porco e ofelha. O Fritez, claro, fai se entortar de tanto tomar schnaps e fai encher o panz de fotz de tanto comer toresmo. Eu quero aprofeitar pra potar o conversa em tia com a tia Herna e o tio Apílio que xá faz uns tezaoito anos que eu non vexo. A última fez que eu fi o meu primo Willy ele ainda uçava calça curta e o nariz dele escoria tanto ranho que tava noxo só de fer e ele limpava na manga da camisa, o relaxado. E a minha prima Helga tinha uma calinha que tormia xunto com ela na cama, uma imuntícia que só fendo. O tio Apílio riscava as perna dela de relho todo tia mas pelo xeito non adiantou nada porque ela continuou meio variada tas idéia. De tanta tunda de relho que levou, ela parou de tormir com a calinha e começou a acenter um foque empaixo da coperta. A xente olhava pela cortina do quarto e tava até medo taquela luz alumiando todo o quarto e facendo umas ficura estranha na parede. O Fritez sempre tiz que a Helga non pate pem da capeça e que ela é endemonhada.
O Willy xá téfe tá pem crande e comprido porque o tio Apílio xá é que nem um jerivá de ton alto, imaxina o Willy enton. Te certo até pate com a capeça na porta da cocinha porque aquela casa do tio Apílio tulibakot, Teus me livre, é feita que nem a cara taquela xente relaxada lá da colônia. Tudo uns preguiçoso que non querem trapalhar. O tio Apílio quase moreu se incomotanto quanto foi pra facer a casa. E o galpon enton? Só deu schainarai. Tudo torto, as mateira pregada com cuspe. Nein, nein, nein, o pai sempre ticia que o tio Apílio ainda ia ter um troço e que se meter com essa xente que faz corpo mole pra trapalhar tá nisso. O pai sempre ticia, mas o tio Apílio non escutava: “O parato sempre sai caro, Apílio. Fai por mim”. E o tio Apílio nem pelota pro pai. Teu nisso. São tudo uns vatio que non querem saper de melhorar na vida. Levou uns três ano pros preguiçoso potarem só o telhado e o no fim o tio Apílio já ficava com a espingarda apontada pra capeça dos peon só esperando eles tá uma popeira pra queimar os miolo taqueles tesgraçado. Mas a xente se tivertia.

A tia Herna facia aqueles polinho frito, como é que se tiz em prasileiro?, ah, nego-deitado, e a xente tomava com café preto. No almoço ela facia uns cless que era uma telícia. Eu costafa de molhar a polacha também no café preto ou comer polenta com leite. A mãe só me olhava com cara te quem non tafa gostando quando eu molhava a polacha no café, mas eu nem tafa bola. Depois a xente ia princar no pátio até tenoitezinha. Os curi atorafa caçar vaca-lume. Eles potafa num fidrinho e os pichinho ficava acente-apaca-acente-apaca!!!
Enton, pra non me aloncar muito, Maga & Pata, fou passar esses tias lá no Moro Róita mas folto em tempo pro aniversário do Vlad que esse eu non perco por nada tesse mundo. Eu quero fer ele de perto, porque só conheço de oufir focês falando. Tampém non posso temorar muito por lá porque ninguém aquenta ficar muito tempo perto do Fritez. Se eu tifesse oufido a minha mãe e tampém a mute, nunca que eu tinha me casado com esse traste do Fritez. Mas quando a xente é curia nova non quer saper de oufir os mais felho. Agora teu nisso, tenho de aquentar esse pau t´água. Mas é pem feito. Cada um tem o seu carma. E a minha âncora é esse fadio tesse Fritez.

Me aguardem. Beijos.
Frida (by Maga).



Escrito por MagaPata às 00h21
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  Maga, Pata e Vlad Drácula no casamento de Tom Cruise*

Dispostas a dar o troco em Tom Cruise, que conseguiu por duas vezes não convidar Oprah pro seu casamento, Maga e Pata juntam todos os seus mijados —tapete hiper avoeitor e eunucos, que receberam uma sessão extra de besunte, estando assim aptos a qualquer empreitada —, equipamentos como o transmodificador, o pó de pir-lim-pim-pim, o super hi-match, a Stoped Fire Pistol, os Power Sunglasses, o muteitor animals plus, o supra sapato disfarceitor, o Men and Women Ultra-Light Raio X e o Transmutador multifuncional, além de cabelereiro, massagista, motoristas para as missões em solo e doze garrafas long-nech de Malzbeer Antártica que Maga adora, para as horas de riléx. Pata também fez questão de ter a bordo suas meias soquetes do centenário do Clube 15 de Novembro de Campo Bom, pra dar sorte.
A primeira parada para abastecer e para os eunucos darem uma esticada nas pernas e mijarem foi na Romênia, no castelo de Vlad. A biba ainda dormia quando as super power best friends adentraram nos aposentos escuros. Tiveram de dar-lhe uma gentis bofetadas no rosto empoado até acordá-lo. Com cara de interrogação, Vlad logo sentou-se no esquife e encheu as amigas de beijos e abraços. Elas não tardaram a lhe pôr a par da situação: Tom teve o desplante de deixar Oprah de fora da lista do casório. Vlad não se contém, dá gritinhos histéricos enquanto escolhe um modelito no closet, atirando os cabides sobre a imensa cama com dossel usada somente quando as amigas vêm lhe visitar. Vlad já está tramando uma vingança. Lá fora, os eunucos brincam de ciranda-cirandinha e esconde-esconde para passar o tempo. Vlad manda servir-lhes suco de gabiroba (presente de Pata e Maga) e sanduíche de carne de avestruz com alecrim.
Todos a postos no tapete, partem entusiasmados rumo aos Iunaitidis Esteites. Vlad a essa altura já está mais pra lá do que pra cá, de tantos coquetéis que tomaram enquanto faziam as malas. Ele, assobiando la comparsita e comendo castanhas-do-Pará com água de coco trazidos por Maga e Pata de Brésil. Pata está sentada, ou melhor, recostada na chaise-loungue recebendo massagem nos pés enquanto o cabeleireiro lhe dá os últimos retoques nos fios rúbios. Maga joga pontinho com os eunucos, atirada no tapete persa em frente à lareira.
O casamento será em uma mansão em Beverly Hills. Seguranças, garçonetes, decoradores e demais criadagem correm feito moscas tontas pela pátio, dando os últimos retoques. Tom e Katie exigem perfeição. Nem percebem a aproximação de um objeto voador estranho, com chaminé e telhado em estilo neo-clássico. Faltam duas horas para os convidados chegarem. O tapete aterrissa, deixando um rastro de pó, levantando as saias das garçonetes e os aventais das cozinheiras. O chef limpa o suor no alvíssimo pano de prato. Anoitece. A porta se abre. Os eunucos se atucanam para desenrolar o tapete vermelho e se postar para tocar as clarinetas à passagem das patroas. Pata e Maga descem, Vlad ao meio, vestindo uma túnica vermelha tão longa que não tarda a tropeçar. Também usa sunglasses negros (para proteger seus olhos sensíveis do sol). Amparado pelas amigas ele segue, imponente. Os eunucos quase desmaiam, sem fôlego: têm ordem de só parar com as clarinetas quando terminar a passagem.
A essa altura Tom (que espiava por detrás de uma cortina no terceiro andar), já teve três pitis. Katie chora convulsivamente e borrou toda a maquiagem. A comitiva não se abala e segue. O mordomo solta um suspiro dramático e desmaia afetadamente. A babá pega Suri e se some no meio da multidão. O celular de Vlad toca. É o seu serviçal lembrando-o de tomar as pílulas das 19h. Os três seguem sem se abalar até o terceiro andar. Tom já perdeu uns quatro quilos só de susto. A noiva tem o nariz que é uma beringela de tanto assoar e fungar. Maga e Pata explicam a situação e obrigam Tom a ligar — IMEDIATAMENTE — à Oprah convidando-a à festa e pedindo desculpas eternas pelo ocorrido. Mandam ele dizer que a culpa é da sonsa da Katie, que não queria convidá-la, mas que ele, Tom, deu-se conta a tempo. E ainda que Maga e Pata estão mandando o tapete, alguns eunucos, roupas, o maquiador e o cabeleireiro para buscá-la. Ela que não se preocupe, vai dar tempo e a festa não começará sem ela. Sim, claro, Pata e Maga estão aqui, as convidadas de honra. E o Vlad também, óbvio. Pata escolhe os cinco melhores eunucos e de maior confiança e despacha todos para a casa de Oprah. Enquanto isso, as amigas dão uma aula de civilidade, educação, humildade e boas maneiras à dupla. Vlad ri sozinho, faceiro de estar participando de mais essa aventura das super power best friends. Maga aproveita para ajeitar aquela franjinha idiota da noiva. O maquiador transforma a baranga. Vlad enfaixa Tom até ele parecer magro. Os convidados começam a chegar. Oprah é recebida com uma chuva de pétalas de rosas vermelhas encomendada por Pata e Maga. Vlad a esta hora já está histérico, sem a capa, só de terninho italiano modernérrimo (escolhido pelas amigas) e dança I will survive com um grupo de moças.
A festa é um sucesso. Ao final, o casal vem agradecer ao trio pelo puxão de orelhas. Todos saem satisfeitos e comentando sobre a maior atração da noite: um grande e estranho objeto voador estacionado nos jardins da mansão. Vlad já está sonolento, bocejando sem parar. Pata e Maga têm de deixá-lo em casa antes de partir para o Brasil. Tom insiste em que fiquem. Katie manda tocar mais uma rodada do copérnico — só para agradar — e os que estavam saindo voltam para mais uma dança. Os vestidos das amigas esvoaçam, em câmera lenta, conferindo um toque de magia ao momento. Vlad arrisca uma chula. Tom agita uma boleadeira. Katie já acha que aquilo tudo é demais, volta a seu estado normal e manda todo mundo se sumir. Rua pra dentro, schnell! Pata, Maga e Vlad estão rindo até agora, instalados na sala de estar do tapete tomando champanhe. Um eunuco toca violino. Oprah manda um torpedo fofo para as amigas, agradecendo eternamente. Elas deixam Vlad dormindo bonitinho e sereno em seu esquife e se tocam pro Brésil, satisfeitas. Não sei, só sei que foi assim.

Maga.

* esse é um remember especial para o Júnior, nosso mais recente fã!


Escrito por MagaPata às 00h13
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  Maga and Pata na Romênia

Longos vestidos pretos de veludo. Cabelos em um coque presos por presilhas de cristais negros. Nas mãos, finíssimos anéis de ônix preto. Sapatos de saltos finos 15 pretos nos pés bem torneados, emoldurados por meias calças de seda preta. Maquiagem com boca bem marcada vermelha e olhos bem pintados em preto. Capas pretas com forro vermelho sangue completam o visual. Assim estão Pata & Maga, no castelo recém comprado nas planícies nebulosas da Romênia. Elas se instalam em chaises longues vermelhas em um terraço da torre sul do palácio, e de lá ficam contemplando a vista e falando amenidades. Um mordomo, em uma roupa negra com gravata vermelha, lhes traz alguns petiscos. Um vento gélido começa a incomodá-las, e elas decidem se instalar na sala dos espelhos, na ala noroeste do palácio, com enormes poltronas negras, com almofadas vermelhas. O fogo na lareira crepita e elas se aconchegam para traçarem seu plano de ação na Romênia. Elas ainda não decidiram se trarão os eunucos para viverem nas planícies geladas, se optarão pelos gizmos ou se adotarão algum serviçal local. Enquanto não chegam a nenhuma decisão concreta, elas optam pelos serviçais nativos, que vestem lindos smokings negros e faixas vermelhas na cintura (encasquetei com o preto e o vermelho). Eles fazem sushis vegetarianos magníficos, com tomates secos e pepinos. Servem suco de tomate como ninguém. Pata & Maga, que deixaram hologramas em seus lugares nas respectivas firmas, decidem voltar porque as respectivas firmas estão em polvorosa e elas têm medo que os hologramas não vão dar conta. Despedem-se efusivamente dos serviçais, despedem-se com beijos e abraços uma à outra e Maga embarca no tapete e Pata no jato.

Pata (essa não foi muito boa, eu sei...)


Escrito por MagaPata às 23h59
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