Dois mil quilômetros
  Maga, estupefata com os banzos

Meu, donde vêm esse povo? Vamos colocar todos no super tapete ultra avoeitor e mandar pra Sibéria para, literalmente, tomarem um gelado. Cara, ser mal atendido é o fim da várzea, né? Indamais por gente que "pensa" e se acha. Vamos adotar esta prática de limpeza banzal: a gente adquire no mercado negro aquela caneta dos Homens de Preto - o Will Smith já me disse que a hora que eu quiser é só levantar o dedo e teremos dúzias delas, mas não quero incomodá-lo pois sei que está gravando. Aí, a gente põe uma em cada bolso dos nossos lindos casacos da lã (claro que tu vai passar um pouco de calor nos primeiros dias, mas depois tu acostuma. O seromano é capaz de se acostumar às coisas mais incríveis e inimagináveis), e cada vez que um banzo passar de pato a ganso a gente pega a caneta e "schlimpuftz": defenestra o vivente para o compartimento de banzos no oitavo andar do tapete. Ali, o dito fica em "marinada" com outros banzos até que a cota mensal de banzos seja atingida e os desinfelizes transportados. Porque eu não vou ficar gastando combustível à toa com banzo não. É racionamento, mermão. Uma vez por mês tá de bom tamanho. Imagina, vamos lotar o tapete, vai ter neguinho segurando no puta-merda, neguinho saindo pelo ladrão, mané surfando no teto do tapete, uma barbárie. Estaremos prestando um serviço à humanidade. E pode me axincalhar (como é que se escreve isso, God??). Vamos depurar. No lugar destes, colocamos lindas moças de voz suave, cabelos bem tratados, educadas, bem humoradas e, especialmente, inteligentes. Cara, ando indignada com o level do povo a nível de país. É um pavor, uma manezisse. Parece que é conveniente ser leso. Pensar deve cansar, judiar dos quarto, deve doer o nervo sintético, forçar os nelvos, sei lá. Mas há de haver (ahahaha) uma explicação pra isso. A aula sobre o café foi de um tudo, hein? A gente tem que se esforçar para ser uma leide diariamente, né amore? Af, que não é fácil. A banzisse acaba pegando e a gente ducumpoco tá na Síberia também... tá dominado, tá tudo dominado.

 

Maga



Escrito por MagaPata às 22h42
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  Pérolas de Brasa

Talvez este não seja o local mais indicado para colocar estas pérolas. Afinal, aqui é local de encontro, lazer e diversão de duas mulheres chiques, lindas, poderosas, perfumadas, na moda... Mas acontece que meus lindos ouvidinhos ornamentados por brincos ganhos de róti já não comportam mais tanta naba. Preciso desabafar. Por isto, aí vão duas pérolas (recentes) de Brasa.

 

PÉROLA 1.

Na cafeteria:

 

EU: Oi, eu quero um expresso com leite, por favor.

ELA: Sim, grande ou pequeno?

EU: Grande.

ELA: Ok, hummm (anotando no bloco) um capuccino...

EU: Ãh, oi, não é capuccino que eu pedi, eu quero um expresso com leite.

ELA: Sim (com cara de sem saco)...

EU: Mas é que eu vi você anotando aí um capuccino...

ELA: Sim, eu anotei...

EU: Âh, então, mas eu acabei de dizer que quero um EXPRESSO COM LEITE

ELA: Sim, mas qual a diferença?

EU: (rindo para não esganar a vaca) Rá, rá, rá, qual a diferença? Um é expresso com leite e outro leva chocolate, chantilly e canela!!!!!

ELA: Ah (cara de bunda suja). Mas é que aqui se chama Capuccino.

EU: Peraí, não tô entendendo... Expresso com leite aqui se chama capuccino?

ELA: Sim, claro (fazendo cara de que eu sou uma besta burra quadrada)

EU: E como se chama o capucchino?

ELA: Ah, se for na xícara pequena é Inglesinha e se for na xícara grande é SBRUBLES (esqueci como se chama).

EU: E o expresso com leite?

ELA: Se for na xícara pequena é Machiatto e se for na grande é Capuccino.

 

CONCLUSÃO!!! Não seria MUITO mais simples se ela simplesmente tivesse anotado a porra do café ali sem nem me explicar que naquele determinado lugar cada café em cada xícara ganha um nome diferente????? Anta!!!!!!

 

 

PÉROLA 2

No consultório do oftalmologista.

 

EU: Oi, tenho consulta com o Morais.

ELA: Mas aqui tá com a doutora Cirléia

EU: É minha primeira consulta aqui, na verdade tanto faz. Me coloca com o que estiver com menos pacientes, com o que for mais rápido.

ELA: Ah, mas isso eu não tenho como saber!!!

EU: Não tem como saber o que, minha filha?

ELA: Ué, quem está com mais pacientes...

EU: Como não tem como saber? Vocês não têm um controle aí no computador? Não tem uma lista dos pacientes, as fichas, etc...?

ELA: (Já ficando com cara de sem saco) Claaaaaaaaaaro que temos, mas é que o sistema caiu...

EU: (me segurando pra não trepar o balcão, cair no outro lado e encher a banza de porradas) Mas, moça, na porta do médico não ficam os prontuários dos pacientes?

ELA: Claro!!

EU: Então, é só ir ali olhar e contar...

ELA: Ah... (Com cara de cachorro que caiu da mudança)

 

HAJA SACO, hein amore?

Beijos, Pata

 

 



Escrito por MagaPata às 09h15
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  A vida entre os simples

Eu acho elegantérrimo andar de metrô. Mais elegante seria se não tivesse neguinho fedendo a asa, bafo de urubu, aquele cara que dá a última tragada no cigarro na plataforma e dá a baforada final já dentro do trem, aquela tia gorda que ocupa 75% do banco destinado a duas pessoas, uma criança comendo Fandangos que vomita na seqüência, um magrão falando toda a vida pessoal aos brados no celular, essas coisas cotidianas. Mais elegante seria se todos os homens rescendecem a Ralph e as mulheres a Gabriela Sabattini, se vestissem Fórum e Zoomp, Triton, Nike, Arezzo, essas coisas básicas que tornam a vida de qualquer cristão melhor. Mais elegante seria se todos estivessem lendo Dan Brown, Umberto Eco, Nieztsch, Luis Fernando Verissimo, Assis Brasil, García Marquéz, esses carinhas aí... Mas não, eles são reais, humanos, têm desilusões, não têm dinheiro, emprego, sofrem, riem, vivem. Like us. Like us. Como o delírio já tá grande, fui. 

Maga europeia forçada a viver entre os brutos.



Escrito por MagaPata às 22h33
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  Pata&Maga se reencontram em Brasília

Os eunucos estão de baínho tomado, recém besuntados, rescendendo a almískar (com K é mais elegante) e enfileirados em duas alas à espera de Pata no aeroporto. Pata desce da aeronave com um chapéu branco de abas gigantescas, sunglasses enormes ao melhor estilo Odete Róitmann (escrito assim, desastrosamente errado e atacando o vernáculo deutsch) e um vestido esvoaçante em tons de creme e branco que se estende por metros atrás de sua figura. As mangas têm bicos não menos gigantescos e seus pezinhos calçam sandálias delicadas de salto anabela amarradas aos tornozelos com fita de seda. Um nojo. Um abuso. Os eunucos se agitam. Jornalistas se acotuvelam e os fotógrafos trepam nos locais mais inóspitos para conseguir o melhor ângulo. Nada, nenhum ruído, nenhuma pessoa faz Pata mudar seu olhar de direção. Os eunucos empostam suas lanças. Lá na ponta, o eunuco comandante-em-chefe toca uma corneta, dando o tom. Todos erguem a perna direita e batem o pé no chão, na seqüência, em uníssono. Já treinaram mil vezes esta cena. Maga&Pata não admitem um 'ssss' fora do tempo. Eunuco banzo não tem vez no exército das super-power-high-best-friends. Os eunucos inclinam o corpo para a frente e fazem uma reverência à patroa. Sem se abalar, Pata anda entre as fileiras de eunucos enquanto os últimos fecham a passagem, evitando o acesso à ela. Ninguém se atreve a respirar diante desta cena apocaliptica de cinema norte-americano. Para ser perfeito, só faltava Pata&Maga salvarem a humanidade de um mal terrível, um vírus descontrolado, um terrorista latino disposto a tudo ou alienígenas impiedosos.

Na outra extremidade Maga aguarda ansiosa. Pata praticamente flutua. Todos continuam sem respirar. Alguns, já roxos, começam a desmaiar. Flashes espocam quebrando o silêncio. Pata avista Maga. Em câmera lenta (uma cena destas exige câmera lenta) começa a correr na direção de Maga. Ao fundo, não se sabe vindo de onde, começa a tocar o Outono, das Estações de Vivaldi. Todos se arrepiam. O momento é único. Bush e Blayr assistem pelo telão em suas respectivas salas. Michael Jackson e Madona também. A Casa Branca inteira se concentra na sala de Mr. President, aproveitando a transmissão simultânea e ao vivo via satélite para 179 países, 17 territórios, 18 arquipélagos, 3 montanhas, incluindo o Everest, o Aconcaguá e o Kilimanjaro. Zezé Di Camargo, na sua sala de estar, em frente ao seu home teather, esconde uma lágrima furtiva. Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi anotam tudo em seus bloquinhos para depois espinafrar ambas em suas colunas, chamando-as de bregas, patricinhas e reacionárias. Nada, nothing, néca de pitibiribas vai estragar este reencontro. A fileira de eunucos, todos chorosos, é imensa, interminável. Segundos que parecem horas se arrastam.

Finalmente as grandes amigas se abraçam e juntas pulam sobre o pé direito, depois sobre o esquerdo, no seu cumprimento habitual. Dançam a polca, a chula e o copérnico. Gritam yuuuupiiiiiii!!! Os eunucos batem palma e acompanham pulando sobre o pé direito, depois sobre o esquerdo. Uma cena de clássico. Coisa de Woody Allen, Stanley Kubrick, Coppola. Punk mesmo. Só faltam aparecer elefantinhos rosas flutuantes, duendes e gnomos num ambiente esfumaçado. Todos voltam ao respirar. Ao menos os fortes, os preparados, os que aguentaram após horas de apnéia. Os eunucos formam um cordão humano em volta das amigas, que se deslocam com dificuldade entre a multidão. Na rua, um outdoor gigantesco suspenso por um guindaste de 35 metros de altura comemora a chegada de Pata. O tapete voador está turbinado, devidamente azeitado, polido e com geometria e balanceamento em dia, esperando Pata. Com muito custo as amigas entram no tapete, acenam para a multidão, numa cena de miss universo visitando países africanos em prol das criancinhas famintas, e desaparecem no interior do tapete climatizado. Lá embaixo é uma loucura. Fãs desmaiam, outros gritam histericamente. Fotos das amigas são agitadas. O trânsito pára. Lá na obra, pedreiros assobiam e gritam obscenidades. Tudo volta ao normal. Maga reencontra Pata em Brasília. A vida é bela. O sol inunda a sala. Ivo viu a uva. O sapo não lava o pé.

 

Maga, já imaginando o reencontro das super-power-combo best friends em breve.



Escrito por MagaPata às 22h29
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  Vlad não conhece as novas regras ortográficas

vlad acorda com um estranho gosto de cabo de guarda-chuva na boca. E põe-se a pensar. Guarda-chuva é com hífen ou sem hífen na nova ortografia?
Sem obter resposta a esta dúvida crucial que assola sua existência eterna e sem graça, tão pálida e fria, decide chamar as super power combo jumbo best friends que tudo sabem e tudo vêem (que também não tem mais acento diferencial, mas ele ainda não sabe disso) e ainda por cima são letradas a não mais, para lhe tirar da mente este tormento. Maga, por exemplo, fala sete línguas, sendo duas mortas e uma semi-inconsciente (esta agora com hífen, mas Vlad também ignora, ora pois), aramaico, hebraico, javanês e o dialeto das tribos holandesas radicadas no Senegal entre 915 a.C e 812 a.C.
A serventia de todo esse conhecimento Maga ainda não descobriu. Mas tudo bem. O importante é que Vlad confia nas amigas.

Por sua vez, Pata fala também sete línguas e lê em outras nove (porque ler é uma coisa e falar é outra bem diferente). Sendo assim, Vlad manda aquecer o salão fúcsia do castelo, o predileto das meninas, manda sangrar (literalmente e sem perder uma gota) o melhor bezerro da Romênia cuja carne tenra será desfiada em delicados canapés para servir às amigas junto com o melhor vinho. Enquanto elas bebem vinho ele se delicia com o sangue, devidamente engarrafado para não soar agressivo perante as jovens. Após arranjar todo o serviço, gritar com a vassalagem até cair extasiado sobre a chaise long verde-oliva (tudo precisa estar impecável), Vlad pega seu super apito e emite o super silvo que só Pata e Maga conseguem ouvir e manda sua mensagem. Camas fofas com dossel cujos lençóis foram mergulhados em Channel número 5 aguardam a dupla. Vlad dá pulinhos histéricos enquanto elas voam pelos ares no tapete avoeitor em direção à Romênia para mais uma super aventura ao lado do amigo. Afinal, conde que se preza não pode ter dúvidas quanto ao uso do hífen.

Não perca. Na chegada à Romênia, a aula de hífen para Vlad. Depois dos canapés e da guerra de travesseiros na cama, claro.

Maga, louca de saudades de Vlad.

 



Escrito por MagaPata às 23h04
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  Las locas, locas aventuras de las super amigas

Maga & Pata e suas looooucas aventuras

Pata está passando por um super mega power combo globetrotter problema. Sentada em seu trabalho em Brasa clama pela sua melhor amiga, que no mesmo instante a acode. Para desanuviar a cabeça rúbia de Pata e também para desestressar Maga, as duas resolvem viajar. Colocam os personal hologramas em seus lugares em suas respectivas firmas e se bandam pelos ares afora, sentadas nos chaise long´s do tapete voador.

Sem rumo definido, elas apenas abanam suas mãozinhas ricamente ornadas com anéis de murano e diamantes, sinalizando para que o piloto do tapete apenas singre os ares sem rumo, enquanto elas tentam decidir o rumo, enquanto saboreiam petiscos finamente decorados por ovas de esturjão preparados pelos eunucos e champanhe Mumm.

Aliás, sobre os eunucos... Os coitadinhos estavam em depressão profundo por causa do sumiço de Pata & Maga. Dois tentaram se auto-suicidar a sim mesmos, enforcando-se em pés de alface. Não obtiveram êxito. Outros três foram tentar a vida em Róliúde. Se candidataram para filmes. Um foi pré-selecionado para ser dublê de um filme do Vandami. Se estoporou tudo na primeira cena e desistiu. Voltou com o rabinho entre as pernas para o Centro de Treinamento, Descanso, Recreação, Ensino, Jurisprudência,  Yoga, Artes Marciais, Línguas, Culinária e Aprendizado dos Eunucos (o famoso CTDREJYALCAE). O outro que se candidatou a filmes foi selecionado para um pornô. Desistiu, óficórsi... Igualmente voltou todo murcho (literalmente) para o CTDREJYALCAE. E o terceiro se irritou com Róliúde e sumiu. Uns dizem que o viram no espetáculo "Yes, nós temos banana", fantasiado de Carmem Miranda em Las Vegas. Outros, juram que é guia turístico nas Planícies do Gabão. Há, ainda, um vídeo no iutúbi mostrando um pastor de ovelhas alto, ligeriramente bezuntado, com roupas de algodão, levando seus bichinhos pelas encostas escarpadas da Antuérpia. Por fim, boatos dizem que ele está no Rio de Janeiro, mora no Morro Pavão Pavãozinho onde desbancou os traficas locais e hoje é chamado de Eunuconocudequem? Não sei, só sei que foi assim.

Voltando às super power best friends... Cansadas de ficarem nas chaises long´s, elas se dirigem às saunas. Vestem seus biquinis comprados em Parrí. Pata está com um cor de vinho tomara que caia e parte de baixo de shortinho. Maga está com um doirado cortininha que faz o piloto do tapete quase bater no topo da cordilheira dos andes... Elas pedem àgua mineral Dom Perríguinon e ficam bebericando. Falam sobre amenidades, a pedido de Pata, que ainda não está preparada para falar sobre o que lhe aflige. Maga, demonstrando a good friend que é, a deixa livre, sem cobranças, apenas de estar com seu fígado revirado de curiosidade para saber o que anda assolando a cabeça rúbia de sua amiga.

Elas decidem, então, dar uma descidinha para comer uma baguete nas Champs Elyses. Dormem na cidade, usando a chave que têm do apê do Yves Saint Laureant. Pela manhã, embarcam novamente no tapete e neste momento sobrevoam a Mongólia, sem saber onde exatamente pousar.

Amanhã... NÃO PERCA!!! Cenas dos próximos capítulos:

- Pata chora no ombro de Maga, que, estarrecida, não tem palavras para ajudar sua amiga

- Um eunuco com Síndrome do Pânico coloca fogo no CTDREJYALCAE. É contigo pelos demais e conta que, na verdade, não é totalmente eunuco e sente calafrios toda vez que vê Dona Maga por perto.

- Vlad acorda de seu sono sepulcral com muita, muita fome. Bebe um litro de sangue fresco, pensando em onde andarão suas power best friends

- Jennifer Aniston, indecisa se dá de novo pro Brédi ou não, resolve chamar as super power best friends para um chá da tarde...

 

Pata



Escrito por MagaPata às 19h04
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